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Multidisciplinaridade: a palavra-chave do X Consenso Nacional de Cancro da Mama

Multidisciplinaridade: a palavra-chave do X Consenso Nacional de Cancro da Mama

O presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS), José Carlos Marques, faz um balanço “muito positivo” do X Consenso Nacional de Cancro da Mama & Reunião de Unidades de Mama, que se realizou no dia 21 de maio, em Ílhavo, e contou com mais de 250 inscritos.

Dirigindo um agradecimento especial aos 80 especialistas de diferentes áreas que integraram os oito grupos de trabalho, revela que a metodologia adotada este ano foi diferente, uma vez que estes foram criados com antecedência e trabalharam, ao longo de várias semanas, com “grande empenho e dedicação”.

José Carlos Marques ressalva, por isso, que os consensos são importantes para os profissionais e para que, junto das entidades competentes, possam ser definidas e divulgadas as recomendações e “aquilo que deverá ser a prática no futuro”.

A visão é partilhada pelo vice-presidente Fernando Schmitt. “Vamos aguardar com ansiedade a publicação dos documentos relativos aos temas que foram apresentados e que, de certeza, serão muito úteis na prática clínica de todos os profissionais”, afirma, concluindo que o facto de ser uma “visão de todos” resultará em “melhor diagnóstico e tratamento dos doentes”.

Ainda sobre a reunião, a também vice-presidente Gabriela Sousa considera que esta foi “super participada, com as palestras a serem bastantes discutidas” e aproveita o momento para reforçar que a Oncologia é “completamente multidisciplinar”.

“Na SPS, desde sempre, estimulamos a multidisciplinaridade, porque é em grupo que tomamos as decisões relativamente ao tratamento dos nossos doentes e estamos todos envolvidos em prol dos mesmos”, sublinhou.

Os textos de consensos levados a debate no dia 21 de maio estão, agora, a ser concluídos com nível de evidência e vão resultar num documento único, que será disponibilizado pela SPS, em breve.