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SPS organiza XVII Jornadas de Senologia


A Sociedade Portuguesa de Senologia está a organizar as XVII Jornadas de Senologia e o IX Consenso Nacional de Cancro da Mama a decorrer a 7 e 8 de outubro, no Grande Hotel de Luso. O programa do evento inclui conferências, mesas redondas, simpósios e apresentação de trabalhos da especialidade.
 
Guidelines de seguimento para os sobreviventes, o cancro familiar para além dos BRAC, como integrar os novos conceitos do tratamento sistémico na prática diária, a radioterapia e tratamento personalizado e o gânglio sentinela e a doença residual após quimioterapia são alguns dos temas que farão parte do programa das jornadas.

O objetivo deste evento é debater os temas da atualidade, através da criação de um espaço de partilha de conhecimentos e experiências na área da Senologia.

Até 13 de setembro podem ser submetidos os resumos dos trabalhos e as inscrições podem ser efetuadas até 29 de setembro.

Mais informações disponíveis em http://jornadassenologia.pt/


 

jose luis sa sps 2016
SPS: novo presidente quer acolher profissionais não médicos ligados ao cancro da mama

José Luís Sá tomou posse como presidente da Direção da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) no último fim de semana, durante a Assembleia-Geral que se realizou em Coimbra. Em declarações à Just News, o diretor do Serviço de Ginecologia do IPO de Coimbra afirmou que “um dos grandes desafios nesta área em Portugal é conhecer a realidade do tratamento do cancro da mama”. Segundo o ginecologista, há uma noção “mais ou menos concreta” do que se faz em Lisboa, Porto e Coimbra, mas há várias instituições a nível nacional, em Braga, Santarém, Setúbal, Viseu e Faro, que também tratam bem esta patologia.

Centros de referência “com critérios de qualidade europeus”
“Desde 1990 que a mortalidade do cancro da mama tem vindo a descer 1-2% ao ano, uma situação que se deve, sobretudo, à melhoria da qualidade do tratamento”, referiu José Luís Sá, acrescentando ser “evidente que as instituições que têm mais experiência e melhores condições apresentam melhores resultados”.
Neste contexto, um dos objetivos da nova Direção da SPS é “perceber bem qual é o enquadramento do tratamento do cancro da mama em Portugal e, a partir daí, tentar criar centros de referência para o acompanhamento desta patologia com critérios de qualidade europeus.

Acolher outros profissionais de saúde
Outra das metas para o mandato de três anos que agora se iniciou prende-se com a alteração dos estatutos da SPS, no sentido de permitir que outros profissionais de saúde (não médicos) ligados ao cancro da mama possam ser seus sócios. Na sua opinião, “hoje em dia, há gente indispensável ao tratamento do cancro da mama, como é o caso, a título de exemplo, dos enfermeiros, dos geneticistas, dos biólogos e dos psicólogos”, entre outros especialistas.

A SPS continuará a realizar as suas jornadas anuais para atualização de conhecimentos nesta área. Em 2016, o evento terá lugar no dia 15 de outubro, em Braga. Em 2017, decorrerão umas Jornadas de Consenso de Cancro da Mama (em princípio, em Lisboa). Já em 2018, vai decorrer o Congresso da Sociedade Portuguesa de Senologia, que tem uma periodicidade trianual.

Investir nas instalações da Sociedade, que são partilhadas com a Sociedade Portuguesa de Oncologia, é outro dos objetivos, de modo a dar um espaço físico “adequado e digno” à SPS.

Avaliar e tratar “no limite das nossas capacidades”
De acordo com José Luís Sá, no que se refere ao tratamento, Portugal encontra-se atualmente ao nível do que se faz nos países desenvolvidos, com taxas de sobrevivência idênticas. “Para 4500-5000 novos casos de cancro da mama que se estima que surjam por ano, registam-se cerca de 1500 mortes, valores de uma sociedade desenvolvida”, apontou.

“Na Europa, a taxa de incidência de todos os cancros tem vindo a subir e o cancro da mama também regista um aumento gradual. Por enquanto, não tem havido atrasos significativos na avaliação e no tratamento do cancro da mama nas principais instituições nacionais, mas é necessário que a tutela disponibilize mais meios humanos e técnicos, pois, encontramo-nos no limite das nossas capacidades”, acrescentou.

Na sessão de tomada de posse da nova Direção, cumpriu-se uma tradição: num ato simbólico, o presidente cessante da SPS, José Luís Passos Coelho, entregou a Carlos Lopes, presidente da Assembleia-Geral da Direção precedente, uma faixa que exibe os nomes dos anteriores detentores do cargo que, por sua vez, a entregou ao novo presidente da SPS.

29/03/2016
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